GALERIA DE FANFICS
Sakura Card Captors em "VIDA DE MODELO" por Regina Bernardo


 
CAP. 1. UM PÉ MACHUCADO.

A sessão de fotos havia terminado o pé  doía muito. Sim, ela o torcera quando pulara de cima da estátua onde estava sentada nas primeiras fotos. A dor era fina, mas ela ficara calada, afinal de
contas estava trabalhando e era um modelo profissional, não era hoje que ia dar nenhum chilique.
_Sakura, o que vc tem?
Ela olhou para cima e deparou-se com Yue Hiroume,  seu par nas ultimas quinze campanhas
publicitárias que fizera.
_Eu acho que torci o pé. Ela simplesmente sentara-se no chão e tirara o sapato, e agora contemplava o estrago, sim o pé estava inchado.
_Vamos. Ele simplesmente abaixara-se e a pegara nos braços levando-a em direção a um dos
trailers ali perto. A jovem ficara completamente vermelha mas a dor agora era muito grande e ela
resolvera ficar calada.
_Mas o que ela tem? Foi a pergunta que se ouviu da boca das pessoas que estavam no local.
_Ela torceu o pé, respondera Yue. Acho que podemos enfaixa-lo por enquanto e depois a
levaremos a um pronto socorro. O rapaz olhou para cima como se pensasse e disse: _estamos
perto de Fukuoka  não?
_Sim tem um hospital excelente lá. Gilbert Dreyfuss o assistente de produção dissera.
Sakura observava calada tudo o que acontecia e de repente resolveu que era ora de abrir a boca.
_Bom se já decidiram dá para gente ir logo, meu pé ta doendo muito...aaiii!!!! (a dor era bem fina).
Eles se despediram da equipe e foram para Fukuoka.
 

Horas depois...
Quando Yue, Sakura, Gilbert saíram do hospital a modelo vinha com a perna engessada. Quinze
dias pelo menos dissera o médico. Agora ela dormia num banco da grande van prateada que os
levava de volta a Tóquio, no dia seguinte ela ia para Tomoeda.
 

Muitas horas depois...
_Sakura, chegamos.
Yue a chamava mas ela continuava dormindo. "Isso vai ser um pouco mais complicado do que eu
pensei". Ele simplesmente pôs a dorminhoca nos braços e saiu da van em direção ao hotel.
_Pronto Akanne. Onde eu a ponho? O jovem de longos cabelos cinzas e olhos claros estava
parando em frente a agente de Sakura,  que abrira a porta do quarto
_Mas? A mulher cabelos escuros cortados em estilo channel e olhos pretos estava assustada. _O
que aconteceu, Yue?
_Ela apenas está dormindo. Afinal onde fica o quarto dela? Ele parecia irritado ante a inércia da
mulher. A mulher indicou uma porta ao fim do corredor da ampla suíte, que ambas ocupavam e a
jovem foi posta lá.
_Obrigada Yue.
O jovem saiu em direção ao próprio quarto e nada respondeu, então Akanne balançou a cabeça.
"Sim Yue, ate quando vc vai ficar calado" ela pensou.

Flashback.
Na verdade a nova vida de Sakura começara aos dezesseis anos, na noite do aniversário da amiga
Tomoyo Daidouji, a festa fora numa boate badalada que Sonomi Daidouji havia 'fechado' só para a
ocasião. Entre os convidados estava uma booker de uma agencia de modelos que havia estudado
com Sonomi e Nadeshiko, a mulher estava de férias (uma semana) e Sonomi a chamara para a
festa de aniversário da filha.
_Ai! Que lugar mais lindo Tomoyo. Parabéns! Diz uma Sakura muito agitada. Acho que vamos nos
divertir bastante.
_Obrigada, Sakura. Que bom que vc veio. Tomoyo abraça a melhor amiga e volta-se para receber
seus convidados.
A musica rolava solta nos vários ambientes e Sakura sai procurando seus amigos e logo avista
Chiraru, Naoko, Rika e Yamazaki, indo juntar-se a eles, depois de conversar um pouco (aos
berros!) eles resolvem ir dançar.
Sonomi estava se divertindo bastante. Ela se vira para a amiga e pergunta.
_Mas o que vc está fazendo Akanne?
_Sonomi, mas que é aquela garota de top prateado.
_Onde? Ah! Mas é a sakura. Acredite se quiser Akanne _disse divertida_ ela é a filha mais nova de
Nadeshiko. Mas porque vc quer saber isso?
_ah! Nada não Sonomi. "ela tem potencial" pensa a mulher cabelos escuros.
 

Dois dias depois Fujikata Kinomoto recebia uma senhora chamada Akanne Tanaka, que se
apresentou como booker de uma grande agencia de modelos, interessada em contratar Sakura. A
garota fora consultada e para espanto de todos aceitou. Ela começou a trabalhar no mesmo ano,
desde que não atrapalhasse as aulas, fora à única imposição do pai.
Fim do Flasback.

Tomoeda. 9:00 am.

_bom dia minha filha! Diz um sorridente Fujikata, ao ver a filha saltar da van prateada. A expressão
muda para preocupação ao ver o pé engessado.
_Oi, papai.  Ela dá um pequeno sorriso.
_Mas como? Por que vc não disse nada?
_Ah! Pai foi um pequeno acidente de trabalho. Quando vc voltou das escavações na China? Pensei
que não estivesse em casa.
_Obrigado(a), Gilbert, Akanne. A jovem de cabelos castanhos se despede dos amigos e entra em
casa com o pai.
-Cade o Touya papai? Ela se jogou no sofá mais próximo. E olhava a escada.
_Ele está na faculdade. Aliás ele e o Yukito iam passar o dia todo lá hoje. Fujikata dirige o olhar
para o mesmo ponto que a filha. "é isso vai nos dar um pouco de trabalho"
_Sakura, talvez seja melhor vc não ficar no seu quarto esses dias, posso mudar suas coisas para a
sala aqui de baixo.
_Mas pai, é seu local de trabalho?  Ela protestou.
_Não tem importância.
Algumas horas depois a pequena sala de estudos fora convertida num quarto onde a jovem
finalmente podia descansar.
 

À tarde sakura recebera a visita de Tomoyo a amiga fazia faculdade de moda em Tóquio, mas hoje
estava em Tomoeda.
_Ah! que bom que vc veio Tomoyo? Ela sorria para a amiga. Vestindo um pijama verde de renda por
cima um robe da mesma cor.
_Quando vc me ligou eu pensei que era meu dia de sorte ter acontecido aquele acidente misterioso
nas oficinas e terem cancelado as aulas. Mas sakura, quando isso aconteceu? A jovem de cabelos
escuros sentou-se olhava  o gesso.
_Não se preocupe, são só quinze dias. E foi assim.
Então ela contou das fotos e de como pulara de cima da estátua e da dor que sentira, mas ficara
quieta até  o final da sessão de fotos.
_voce sempre com essa mania de pensar primeiro nos outros. Mas quem foi que te ajudou?
Tomoyo dava um sorriso malicioso,  os olhos brilhavam.  Heim, sakura, responde?
_Foi o Yue Hiroume. Ele e o Gilbert me levaram até o hospital.
_Aaahhh! Eu sabia! Anda me conta, não rolou nada, nadinha?
_Não! Acho que é bobagem minha, onde é que ele ia se importar comigo, ah Tomoyo, ele é bem
mais velho do que eu, deve me achar uma boba, tonta, sei lá. E além do mais Akanne disse que eu
cheguei no hotel dormindo, dei o maior trabalho para ele.
_O que não vai me dizer que.... agora a cara de Tomoyo era de total espanto.
_É ele me carregou.
As duas riram e de repente a porta se abre e um sorridente Fujikata surge com mais um arranjo de
flores para Sakura (chegaram muitos durante à tarde) desta vez era flores de cerejeira.
_Filha! Mais um. Nossa, ser famosa dá nisso!
_Obrigada, pai.
_Ah! Tomoyo vc janta conosco, não.
_Sim , é claro.  Anda sakura, tem cartão de quem é?
Sakura  se apoiava na bengala que a ajudava a andar e sorria, apenas mostrou o cartão para a
amiga e sorriu.
_Aaahhh! Eu sabia! Que kawaii! Nesse mato tem coelho! Tomoyo ria. Anda sakura, telefona
agradecendo vai. E levou o telefone para a amiga que se sentara numa poltrona.
_Tá bom, vai...
 

Quinze dias depois...

_Pronto, senhorita Kinomoto. Agora pode pisar para vermos o que acontece. O jovem medico sorri
para a paciente, enquanto a encoraja a colocar o pé no chão.
Ela olha receosa o chão do consultório e sente uma mão em seu ombro. Olha para o namorado e
subitamente sente-se segura.
_Ai! Que bom, não está doendo nadinha!
_Pronto agora é só ter mais cuidado quando for descer de estátuas senhorita.  O médico sabia que
sua paciente famosa se acidentara durante o trabalho. Aqui está vc tem que continuar com essa
medicação por mais quinze dias e depois volta aqui.
_É mesmo necessário? Perguntou o  jovem de longos cabelos cinzas e olhos claros, o médico
sorriu e disse.
_Sim, afinal de contas todos queremos nossa paciente saudável, não é mesmo Sakura?
_Obrigada doutor, não se preocupe, Yue não vai me deixar esquecer esses remédios nunquinha.
Tchauzinho!!

Fora do hospital!
_Bom, agora onde nós vamos! Ela abraçara o namorado, toda dengosa.
_Temos que nos encontar com Akanne ela está louca nesses seus quinze dias de férias, pode se
preparar para muito trabalho, amor. Ele beija a jovem.
Ela sorri em resposta e seguem em direção ao estacionamento e de lá para a agencia onde
trabalham.

Na agencia
_Ah! que maravilha! Finalmente! Deixa  ver esse pé. Diz uma nervosa Akanne.
_Calma Akanne. Estou bem e pronta para trabalhar. Ela levanta o pé até quase encostar no nariz
da agente.
_Ótimo.  Vc tem muito trabalho pela frente, não sei como sobrevivemos a esses seus dias de
"férias" sakura.
A jovem ria. Sabia que Akanne era exagerada mas era como uma mãe  para ela.
_Seu passaporte está em dia? A pergunta  fora feita para ambos (sakura e yue). Eles confirmaram
com a cabeça.
_Pois bem temos umas fotos para a nova coleção de Yssei Miake e serão feitas na China, vcs tem
24 horas para arrumar as malas (Akanne sorria) o que estão esperando!
Os jovens saem da agencia não sem antes cumprimentar amigos e conhecidos.
_Sakura vc quer ir para algum lugar.
_Sem ofensa Yue, eu queria ir para casa, ambos temos algumas coisas para arrumar e vou tentar
localizar meu pai.
_Ele continua nas escavações?
_Sim. Vai ter uma surpresa quando eu disse que também vou a China.

A noite.
Sakura jantara com Touya e este saira depois para ver a namorada deixando-a sozinha. Ela voltou
ao quarto onde já se via a mala arrumada e uma  muda de roupa para a viajem separada num
cabide.
_Bom não me resta mais nada a não ser... o telefone cortara a frase ao meio.
_Alo! Aqui é Sakura.
_Ah! Oi Tomoyo. Que bom, quer dizer que vc conseguiu um estágio... maravilha... ah! Desculpe eu
não vou poder comemorar com vcs... é estou indo para a china amanhã... sim eu aviso... ta trago
muitas fotos... aham!... um beijo.
Ela desliga o celular e vai até a janela. Há uma lua linda lá fora e a noite, está cheia de estrelas,
então sakura se põe a contemplar a lua por um bom tempo até que resolve ir dormir.
 
 

CAP. 2. UMA VIAGEM À CHINA.

O aeroporto internacional de Tóquio estava cheio, quando a grande van prateada da agencia de
modelos parou no estacionamento seguida de mais três. Então um pequeno exercito saiu dos
carros e começaram a descarregar o equipamento. Sakura e Yue pegaram as malas e se juntaram
aos outros quatro modelos e se dirigiram para o terminal de embarque. Quando lá chegaram
encontraram um Hiroshi Tatipana esperando-os com as passagens nas mãos (o check in já havia
sido feito) e o embarque fora imediato.
Algumas horas depois eles chegaram à China. Depois de passarem pela alfândega, conferirem a
documentação de todos e declararem todos os equipamentos necessários para o trabalho eles
seguiram rumo ao hotel para em seguida ir para a primeira das inúmeras locações onde se fariam
as fotos do catálogo de moda.

_Bom meninos e meninas vamos a chamada! Diz um sorridente Hiroshi Tatipana diante do
microônibus onde viajaria parte da equipe e os modelos. Deixa ver, Sakura Kinomoto, Yue Hiroume,
Akiko e Keiko Watanabe, Akira Ito e Kazuo Nakamura. Modelos japoneses, confere e agora
modelos chineses. Nesse instante eles notam mais tres pessoas bem próximas ao ônibus.
_Mas são tantos assim sakura? Diz Akiko.
_Pelos visto.. e volta a observar os três jovens que adentram no microônibus.
 _Certo. Nove modelos ao todo, mais fotografo e assistentes... deixa ver 17 pessoas ao todo, ele
tomava nota numa agenda.  Vira-se para o outro assistente de diz:
_Gilbert, vc toma conta desse ônibus vou ver o outro. Comportem-se.

Uma hora depois eles chegam a primeira locação, um imenso parque. Enquanto descarregavam o
equipamento modelos se maquiavam e vestiam as primeiras roupas para as fotos. Seria uma tarde
inteira de fotos, se a luz ajudasse era o que o fotografo mais dizia.
Ao fim da tarde estavam exaustos e famintos.
_Pronto! É a ultima da tarde prometo gente! Vamos ver Akiko mais perto da Sakura por favor! Isso
sorrindo! Só mais duas para garantir!
_Ok! Liberou geral! Estava lindo, gente!
Ao  ouvirem tais palavras as  modelos saíram correndo em direção aos trailers ali perto para
trocarem de roupa enquanto  todo o circo era desmontado.
_Como foi? Perguntava Akanne a Toshyo
_Mais tarde vc vê as fotos. Mas posso adiantar que essa campanha vai ser espetacular.
_Tomara. Agora vamos para o hotel, amanhã cedo recomeça de novo. Sim fotografaremos perto do
Buda de pedra.
_Isso mais uma viagem!

Em três dias eles trabalharam feito loucos. Sakura e os outros mal tinham tempo de respirar. Mas
a grande vantagem das horas dentro do ônibus foi o fato de poderem fazer amizade com os
modelos chineses (Meilin Li, Syoran Li, primos e  Hiroshi ZHANG) todos em inicio de carreira e
comentando a sorte de fazerem aquele catálogo.
No quarto dia eles saíram para ver uma apresentação musical na praça da paz celestial. Era uma
ópera que contava a historia de um menino de cinco anos que derrotara um dragão e por isso se
tornara rei. Quando voltavam para o hotel Sakura  e Yue iam abraçados conversando.
_amanhã terminam as fotos, que bom, só falta agora a grande muralha.
_sim, estou cansada. Espero poder ver papai, ele prometeu que viria a noite. Sakura sorri.
_Ah! Chegamos. Eles pararam em frente ao quarto de Sakura.
_bem que esse corredor podia ser um pouquinho mais longo, ela disse de cabeça baixa.
_O que é isso? Ele ergue o queixo da jovem e se aproxima mais. Os dois se abraçam e o beijo
acontece. Ele segura a cabeça dela aprofundando mais o beijo que termina por absoluta falta de ar.
Eles se olham e sorriem, ela se ergue na ponta dos pés e fala alguma coisa ao ouvido do rapaz.
Sakura se vira e abre a porta do quarto,  Yue apenas observa.
_Tem certeza?
_Aham! Tenho!
A porta se fecha em seguida.

Na noite seguinte Sakura finalmente encontrara o pai, ele viera das escavações no perímetro da
grande represa do rio amarelo (como era local de sítios históricos importantes e a represa era
absolutamente essencial para a economia chinesa, havia um grande batalhão de arqueólogos no
local e Fujikata Kinomoto era um deles). Eles saíram para jantar e conversar.
_Então vc vai embora amanhã?
_Sim papai. É uma pena que eu não possa ficar mais tempo, aliás eu adoraria ver o seu trabalho,
vc tem achado muita coisa interessante por lá. E quando vc volta para casa?
_Ora sakura, não sabia que vc se interessava por arqueologia! Ele dizia sorrindo. E quanto a voltar
a Tomoeda, vai demorar mais um pouquinho.
_Bom, é seu trabalho não é? Isso é suficiente para que eu me interesse.. ela foi interrompida pelo
garçom que solicito trazia a sobremesa, um mini-bolo de morangos decorado com uma árvore de
sakura. Os olhos da jovem brilhavam.
_Ah papai, que coisa mais linda.
_É sim filha.
_Vc dorme comigo no hotel hoje não é?
_Tudo bem assim eu me despeço de vc pela manhã.  Eles conversam mais um pouco e voltam a
pé para o hotel apreciando a paisagem de Pequim.

No hotel...
Yue e os outros aproveitavam a noite conversando, aliás Yue mais ouvia do que falava. Era visível
seu aborrecimento.
_Mas o que ele tem? Perguntou a jovem chinesa para Akiko Watanabe.
_É que a namorada dele saiu para encontrar o pai e ele ficou sozinho.
_Hiroume e Kinomoto são namorados? Desde quando? Perguntava Meiling Li, eles são beeemmm
discretos.
_Mais ou menos uns quinze dias, aliás todos nós na agencia apostávamos para ver quando eles se
declaravam e finalmente aconteceu. Elas estavam sentadas junto a uma mesa redonda de
mármore, a entrada da sala era decorada por um par de cachorros chineses.
_Alguém quer jogar Mahjonng? Ouvia-se a voz de Syaoran.
_E vc e ele? Devolveu  Keiko irmã gêmea de Akiko Watanabe, para Meilin Li.
_Nós somos primos, eu o adoro, mas ele... a jovem baixou a cabeça e falou mais baixinho, nem
liga para mim.
_Aproveita agora e tenta chegar mais pertinho dele, vai jogar Mahjonng derrote-o e dê-lhe
um premio de consolo.
_É não custa tentar,  e ela saiu em direção ao rapaz de olhos castanhos.
 

Cap. 3. FUTURO

No percurso até o aeroporto Sakura ia quieta no fundo do microônibus lendo. Até que não agüentando mais Keiko vai até a jovem e pergunta.
_Mas que livro é esse Kinomoto?
Ela ergue o livro onde se pode ler.
Historia japonesa. A era Meiji.
_Sim, mas por que? Ou vc não pode me dizer?
_Sabe o que é eu resolvi finalmente fazer o vestibular, até já falei com Akanne para nos dias de
prova estar livre para não ter nenhum problema,o difícil vai ser conciliar a faculdade com o trabalho.
_Tem razão, foi por isso que tranquei a minha, não tenho duvidas, mas logo volto para a faculdade.
Bom agora eu vou deixar vc estudar.  Bom assim que conseguir passar por Yue.
O rapaz percebera a intenção da namorada e praticamente sentara-se entre as duas cadeiras do
lado do corredor bloqueando a passagem, fora um custo para Keiko chegar até Sakura.  E ela
podia ver a cara amarrada dele pelo fato de estar perturbando Sakura.
Ela passou e disse:
_Não vou mais perturba-la.
 

Dezembro chegara e com ele os dias de prova de Sakura; ela estava agitada, nervosa, para ser
mais exata, afinal todo os seus amigos e conhecidos já estavam fazendo a faculdade e ela adiara
esse projeto por conta de seu trabalho como modelo e sabia que isso causara desgosto a seu pai.
Era o "inferno" como era chamado carinhosamente o vestibular japonês, além das provas normais(
matemática, química, física, etc.) ainda havia uma prova de contabilidade básica e fundamentos de
informática, mas ela se sentia preparada aproveitara cada minuto de folga que tivera para estudar e
sabia o quanto todos tinham sido compreensivos consigo; agora encarando a prova em branco na
sua frente ela sabia que era o momento de mostrar o quanto sabia.
Horas depois.
_Então "pequena" Sakura como foi tudo? Perguntava um sorridente Fujikata ao ver a filha deixar o
campus da universidade.
_Desgastante! Ela desabou literalmente no banco do carro. Ela continuou.  Contudo tenho  certeza
de que fui bem papai.
_Bom então vamos comemorar, deixei todos seus amigos te esperando em casa.
_Que bom papai.
 

Em uma semana Sakura viajou para a Itália deixando um Yue muito gripado no Japão. Era a
primeira vez que não trabalhariam juntos desde que se conheceram, mas Dolce e Gabana
precisavam de modelos femininos e ela foi.
A cidade de Roma era enorme, tinha de admitir e agora consultando o mapa sentia-se perdida.
Bom tenho de arriscar! Ela pensou.
_Scusa... parli giapannese? [desculpe, fala japonês?]
_No signorina. [não senhorita]
_Senta, conosci piazza navona? Io devo andare al hotel Massimo pero non so come faccio
[escuta, vc conhece a praça navona. Eu preciso chegar ao hotel Massimo lá mas não sei como.]
_ senti deve andare sempre dritto fino al primo incrocio gira a sinistra e segue dritto al finalle de ter
quadri c'e la piazza. [escuta ande sempre em frente até o primeiro cruzamento, vire a esquerda e
segue novamente em frente por três ruas e  chegará a praça.]
_Gracie signore.[obrigado senhor]
_Prego.[de nada]
Bom o intensivo de italiano servira para alguma coisa. Ela andava apressada tentando não se
esquecer das orientações do carabinieri (policial) e ploft! Esbarrou em alguém, o  mapa foi ao chão.
_Gomen nassai! "ah! Meu Deus, lá vou eu de novo, acorda sakura, você está na Itália" Scusi.
_Tudo bem kinomoto! Você não se machucou.
Ela apanhou o mapa e olhou para cima, tentando ver quem a chamara pelo nome e reconheceu o
casal de modelos chineses com quem trabalhara meses antes.
_Ah! Li, meilin. Li, syoran. Que bom revê-los. Mas o que fazem aqui.
Eles começaram a conversar na rua mesmo. Estavam a trabalho também, estava havendo um
"boom" de modelos orientais e eles estavam aproveitando o fato. Depois de alguns minutos eles se
despedem não sem antes marcar um encontro na Osteria dell ângelo para o dia seguinte ao desfile
de Sakura.

A Osteria dell Ângelo (restaurante típico italiano) era por demais agradável, contudo Sakura não
sentia a nova "amiga" feliz. Mas como poderia ajuda-la, em 48 horas voltaria ao Japão, ela
aproveitou a saída de Syoran para conversar com Meiling.
_Gomen nassai, Meilin. Mas posso saber pq vc está tão triste?
_É tão visível assim. A jovem baixou os olhos
Sakura assentiu com a cabeça e nos minutos seguintes apenas ouviu. Ao fim da conversa
trocaram os telefones.

Sakura atendeu a porta e o um dos mensageiros do hotel entrou, ela indicou as malas. ela olhava
para o arranjo de orquídeas  sobre a mesa do quarto do hotel e para a poesia em suas mãos, não
havia nem sinal de quem mandara tal presente. Ela não estava gostando disso ainda bem que o
Yue não sabia disso, ciumento como era, aquele controle todo era apenas aparência, ela sabia
como ele era na realidade. Ela releu a poesia. Bateram a porta do quarto. Era o camareiro do hotel.
-Por favor! O camareiro parou. Há um lugar onde eu possa deixar isso (e apontou as flores) vou
enfrentar muitas horas de vôo e ele não sobreviveria.
_Sim senhorita. O rapaz saiu levando o arranjo.  Sakura suspirou, colocou o sobretudo preto
(estava fazendo frio), as luvas, passou a mão pelos cabelos, pôs os óculos escuros e saiu de volta
ao Japão.

_Ah! Que bom que vc veio Tomoyo.
_Sakura. Eu prometi, não prometi.
As duas se abraçaram efusivamente e se dirigiram para a saída.
_Tomoyo vc está com presa?
_Não! Mas o que vc tem? Vc parecia tão triste ao telefone. Vem vamos nos sentar. E viraram em
direção a um dos cafés no saguão do aeroporto.
Elas pediram dois cafés expresso e Sakura mostrou a Tomoyo um papel que retirara de dentro da
bolsa.
_Mas... é lindo! Vc sabe quem mandou?
_Não! Como posso saber, eu trabalho com muita gente, vc sabe disso. Mas isso me perturba,
desde que conheci Yue não olhei para mais ninguém e agora isso.
_Sim. Vc vai contar a ele? Os olhos de Tomoyo  demonstrava preocupação.
_Não! Eu me decidi, vou morar com Yue e não quero nada que possa me atrapalhar.  então ela
intempestivamente rasga o papel.
_Sakura! Espero que isso seja o certo.
_EU AMO YUE SERÁ QUE É DIFÍCIL ENTENDER.
_Não! Vamos levo vc para casa.

Dentro de dois meses Sakura e Yue montaram o novo apartamento e começaram os preparativos
para o casamento. Ele revertera à proposta de morarem juntos num pedido de casamento e ela
aceitara prontamente.
 

O templo estava lotado. Amigos, parentes, todos querendo testemunhar a felicidade dos dois
jovens ali presentes até que finalmente se pode ouvir os votos.
Sakura: "Dentre todos eu te escolhi, no meio de todos os guerreiros vc se  destacou. conquistou
meu coração, minha alma e agora eu me entrego a ti para  todo o sempre".
Yue: "Dentre todas as mulheres vc me conquistou, seus olhos tem a promessa da felicidade, da
paz que tanto preciso, só vc me completa, me anima e nesse  momento te entrego minha alma,
meu coração....
 "...e te prometo que ficaremos juntos para sempre".

 A ultima parte fora dita por ambos e selado por um beijo apaixonado sob aplausos de todos os que
lá estavam. Quem por acaso olhasse para um canto ao extremo do Templo poderia ver lágrimas
caindo dos olhos de um rapaz de cabelos castanhos e olhos sérios.
"Cheguei muito tarde... a sua vida... não tive nem chance de entrar nela direito... mas mesmo
assim... seja feliz'.

FIM

contatos com a autora pelo e-mail: 
reginabernardo@bol.com.br


 
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