CAP.
1. UM PÉ MACHUCADO.
A sessão
de fotos havia terminado o pé doía muito. Sim, ela
o torcera quando pulara de cima da estátua onde estava sentada nas
primeiras fotos. A dor era fina, mas ela ficara calada, afinal de
contas
estava trabalhando e era um modelo profissional, não era hoje que
ia dar nenhum chilique.
_Sakura,
o que vc tem?
Ela
olhou para cima e deparou-se com Yue Hiroume, seu par nas ultimas
quinze campanhas
publicitárias
que fizera.
_Eu
acho que torci o pé. Ela simplesmente sentara-se no chão
e tirara o sapato, e agora contemplava o estrago, sim o pé estava
inchado.
_Vamos.
Ele simplesmente abaixara-se e a pegara nos braços levando-a em
direção a um dos
trailers
ali perto. A jovem ficara completamente vermelha mas a dor agora era muito
grande e ela
resolvera
ficar calada.
_Mas
o que ela tem? Foi a pergunta que se ouviu da boca das pessoas que estavam
no local.
_Ela
torceu o pé, respondera Yue. Acho que podemos enfaixa-lo por enquanto
e depois a
levaremos
a um pronto socorro. O rapaz olhou para cima como se pensasse e disse:
_estamos
perto
de Fukuoka não?
_Sim
tem um hospital excelente lá. Gilbert Dreyfuss o assistente de produção
dissera.
Sakura
observava calada tudo o que acontecia e de repente resolveu que era ora
de abrir a boca.
_Bom
se já decidiram dá para gente ir logo, meu pé ta doendo
muito...aaiii!!!! (a dor era bem fina).
Eles
se despediram da equipe e foram para Fukuoka.
Horas
depois...
Quando
Yue, Sakura, Gilbert saíram do hospital a modelo vinha com a perna
engessada. Quinze
dias
pelo menos dissera o médico. Agora ela dormia num banco da grande
van prateada que os
levava
de volta a Tóquio, no dia seguinte ela ia para Tomoeda.
Muitas
horas depois...
_Sakura,
chegamos.
Yue
a chamava mas ela continuava dormindo. "Isso vai ser um pouco mais complicado
do que eu
pensei".
Ele simplesmente pôs a dorminhoca nos braços e saiu da van
em direção ao hotel.
_Pronto
Akanne. Onde eu a ponho? O jovem de longos cabelos cinzas e olhos claros
estava
parando
em frente a agente de Sakura, que abrira a porta do quarto
_Mas?
A mulher cabelos escuros cortados em estilo channel e olhos pretos estava
assustada. _O
que
aconteceu, Yue?
_Ela
apenas está dormindo. Afinal onde fica o quarto dela? Ele parecia
irritado ante a inércia da
mulher.
A mulher indicou uma porta ao fim do corredor da ampla suíte, que
ambas ocupavam e a
jovem
foi posta lá.
_Obrigada
Yue.
O
jovem saiu em direção ao próprio quarto e nada respondeu,
então Akanne balançou a cabeça.
"Sim
Yue, ate quando vc vai ficar calado" ela pensou.
Flashback.
Na
verdade a nova vida de Sakura começara aos dezesseis anos, na noite
do aniversário da amiga
Tomoyo
Daidouji, a festa fora numa boate badalada que Sonomi Daidouji havia 'fechado'
só para a
ocasião.
Entre os convidados estava uma booker de uma agencia de modelos que havia
estudado
com
Sonomi e Nadeshiko, a mulher estava de férias (uma semana) e Sonomi
a chamara para a
festa
de aniversário da filha.
_Ai!
Que lugar mais lindo Tomoyo. Parabéns! Diz uma Sakura muito agitada.
Acho que vamos nos
divertir
bastante.
_Obrigada,
Sakura. Que bom que vc veio. Tomoyo abraça a melhor amiga e volta-se
para receber
seus
convidados.
A
musica rolava solta nos vários ambientes e Sakura sai procurando
seus amigos e logo avista
Chiraru,
Naoko, Rika e Yamazaki, indo juntar-se a eles, depois de conversar um pouco
(aos
berros!)
eles resolvem ir dançar.
Sonomi
estava se divertindo bastante. Ela se vira para a amiga e pergunta.
_Mas
o que vc está fazendo Akanne?
_Sonomi,
mas que é aquela garota de top prateado.
_Onde?
Ah! Mas é a sakura. Acredite se quiser Akanne _disse divertida_
ela é a filha mais nova de
Nadeshiko.
Mas porque vc quer saber isso?
_ah!
Nada não Sonomi. "ela tem potencial" pensa a mulher cabelos escuros.
Dois
dias depois Fujikata Kinomoto recebia uma senhora chamada Akanne Tanaka,
que se
apresentou
como booker de uma grande agencia de modelos, interessada em contratar
Sakura. A
garota
fora consultada e para espanto de todos aceitou. Ela começou a trabalhar
no mesmo ano,
desde
que não atrapalhasse as aulas, fora à única imposição
do pai.
Fim
do Flasback.
Tomoeda.
9:00 am.
_bom
dia minha filha! Diz um sorridente Fujikata, ao ver a filha saltar da van
prateada. A expressão
muda
para preocupação ao ver o pé engessado.
_Oi,
papai. Ela dá um pequeno sorriso.
_Mas
como? Por que vc não disse nada?
_Ah!
Pai foi um pequeno acidente de trabalho. Quando vc voltou das escavações
na China? Pensei
que
não estivesse em casa.
_Obrigado(a),
Gilbert, Akanne. A jovem de cabelos castanhos se despede dos amigos e entra
em
casa
com o pai.
-Cade
o Touya papai? Ela se jogou no sofá mais próximo. E olhava
a escada.
_Ele
está na faculdade. Aliás ele e o Yukito iam passar o dia
todo lá hoje. Fujikata dirige o olhar
para
o mesmo ponto que a filha. "é isso vai nos dar um pouco de trabalho"
_Sakura,
talvez seja melhor vc não ficar no seu quarto esses dias, posso
mudar suas coisas para a
sala
aqui de baixo.
_Mas
pai, é seu local de trabalho? Ela protestou.
_Não
tem importância.
Algumas
horas depois a pequena sala de estudos fora convertida num quarto onde
a jovem
finalmente
podia descansar.
À
tarde sakura recebera a visita de Tomoyo a amiga fazia faculdade de moda
em Tóquio, mas hoje
estava
em Tomoeda.
_Ah!
que bom que vc veio Tomoyo? Ela sorria para a amiga. Vestindo um pijama
verde de renda por
cima
um robe da mesma cor.
_Quando
vc me ligou eu pensei que era meu dia de sorte ter acontecido aquele acidente
misterioso
nas
oficinas e terem cancelado as aulas. Mas sakura, quando isso aconteceu?
A jovem de cabelos
escuros
sentou-se olhava o gesso.
_Não
se preocupe, são só quinze dias. E foi assim.
Então
ela contou das fotos e de como pulara de cima da estátua e da dor
que sentira, mas ficara
quieta
até o final da sessão de fotos.
_voce
sempre com essa mania de pensar primeiro nos outros. Mas quem foi que te
ajudou?
Tomoyo
dava um sorriso malicioso, os olhos brilhavam. Heim, sakura,
responde?
_Foi
o Yue Hiroume. Ele e o Gilbert me levaram até o hospital.
_Aaahhh!
Eu sabia! Anda me conta, não rolou nada, nadinha?
_Não!
Acho que é bobagem minha, onde é que ele ia se importar comigo,
ah Tomoyo, ele é bem
mais
velho do que eu, deve me achar uma boba, tonta, sei lá. E além
do mais Akanne disse que eu
cheguei
no hotel dormindo, dei o maior trabalho para ele.
_O
que não vai me dizer que.... agora a cara de Tomoyo era de total
espanto.
_É
ele me carregou.
As
duas riram e de repente a porta se abre e um sorridente Fujikata surge
com mais um arranjo de
flores
para Sakura (chegaram muitos durante à tarde) desta vez era flores
de cerejeira.
_Filha!
Mais um. Nossa, ser famosa dá nisso!
_Obrigada,
pai.
_Ah!
Tomoyo vc janta conosco, não.
_Sim
, é claro. Anda sakura, tem cartão de quem é?
Sakura
se apoiava na bengala que a ajudava a andar e sorria, apenas mostrou o
cartão para a
amiga
e sorriu.
_Aaahhh!
Eu sabia! Que kawaii! Nesse mato tem coelho! Tomoyo ria. Anda sakura, telefona
agradecendo
vai. E levou o telefone para a amiga que se sentara numa poltrona.
_Tá
bom, vai...
Quinze
dias depois...
_Pronto,
senhorita Kinomoto. Agora pode pisar para vermos o que acontece. O jovem
medico sorri
para
a paciente, enquanto a encoraja a colocar o pé no chão.
Ela
olha receosa o chão do consultório e sente uma mão
em seu ombro. Olha para o namorado e
subitamente
sente-se segura.
_Ai!
Que bom, não está doendo nadinha!
_Pronto
agora é só ter mais cuidado quando for descer de estátuas
senhorita. O médico sabia que
sua
paciente famosa se acidentara durante o trabalho. Aqui está vc tem
que continuar com essa
medicação
por mais quinze dias e depois volta aqui.
_É
mesmo necessário? Perguntou o jovem de longos cabelos cinzas
e olhos claros, o médico
sorriu
e disse.
_Sim,
afinal de contas todos queremos nossa paciente saudável, não
é mesmo Sakura?
_Obrigada
doutor, não se preocupe, Yue não vai me deixar esquecer esses
remédios nunquinha.
Tchauzinho!!
Fora
do hospital!
_Bom,
agora onde nós vamos! Ela abraçara o namorado, toda dengosa.
_Temos
que nos encontar com Akanne ela está louca nesses seus quinze dias
de férias, pode se
preparar
para muito trabalho, amor. Ele beija a jovem.
Ela
sorri em resposta e seguem em direção ao estacionamento e
de lá para a agencia onde
trabalham.
Na
agencia
_Ah!
que maravilha! Finalmente! Deixa ver esse pé. Diz uma nervosa
Akanne.
_Calma
Akanne. Estou bem e pronta para trabalhar. Ela levanta o pé até
quase encostar no nariz
da
agente.
_Ótimo.
Vc tem muito trabalho pela frente, não sei como sobrevivemos a esses
seus dias de
"férias"
sakura.
A
jovem ria. Sabia que Akanne era exagerada mas era como uma mãe
para ela.
_Seu
passaporte está em dia? A pergunta fora feita para ambos (sakura
e yue). Eles confirmaram
com
a cabeça.
_Pois
bem temos umas fotos para a nova coleção de Yssei Miake e
serão feitas na China, vcs tem
24
horas para arrumar as malas (Akanne sorria) o que estão esperando!
Os
jovens saem da agencia não sem antes cumprimentar amigos e conhecidos.
_Sakura
vc quer ir para algum lugar.
_Sem
ofensa Yue, eu queria ir para casa, ambos temos algumas coisas para arrumar
e vou tentar
localizar
meu pai.
_Ele
continua nas escavações?
_Sim.
Vai ter uma surpresa quando eu disse que também vou a China.
A noite.
Sakura
jantara com Touya e este saira depois para ver a namorada deixando-a sozinha.
Ela voltou
ao
quarto onde já se via a mala arrumada e uma muda de roupa
para a viajem separada num
cabide.
_Bom
não me resta mais nada a não ser... o telefone cortara a
frase ao meio.
_Alo!
Aqui é Sakura.
_Ah!
Oi Tomoyo. Que bom, quer dizer que vc conseguiu um estágio... maravilha...
ah! Desculpe eu
não
vou poder comemorar com vcs... é estou indo para a china amanhã...
sim eu aviso... ta trago
muitas
fotos... aham!... um beijo.
Ela
desliga o celular e vai até a janela. Há uma lua linda lá
fora e a noite, está cheia de estrelas,
então
sakura se põe a contemplar a lua por um bom tempo até que
resolve ir dormir.
CAP.
2. UMA VIAGEM À CHINA.
O aeroporto
internacional de Tóquio estava cheio, quando a grande van prateada
da agencia de
modelos
parou no estacionamento seguida de mais três. Então um pequeno
exercito saiu dos
carros
e começaram a descarregar o equipamento. Sakura e Yue pegaram as
malas e se juntaram
aos
outros quatro modelos e se dirigiram para o terminal de embarque. Quando
lá chegaram
encontraram
um Hiroshi Tatipana esperando-os com as passagens nas mãos (o check
in já havia
sido
feito) e o embarque fora imediato.
Algumas
horas depois eles chegaram à China. Depois de passarem pela alfândega,
conferirem a
documentação
de todos e declararem todos os equipamentos necessários para o trabalho
eles
seguiram
rumo ao hotel para em seguida ir para a primeira das inúmeras locações
onde se fariam
as
fotos do catálogo de moda.
_Bom
meninos e meninas vamos a chamada! Diz um sorridente Hiroshi Tatipana diante
do
microônibus
onde viajaria parte da equipe e os modelos. Deixa ver, Sakura Kinomoto,
Yue Hiroume,
Akiko
e Keiko Watanabe, Akira Ito e Kazuo Nakamura. Modelos japoneses, confere
e agora
modelos
chineses. Nesse instante eles notam mais tres pessoas bem próximas
ao ônibus.
_Mas
são tantos assim sakura? Diz Akiko.
_Pelos
visto.. e volta a observar os três jovens que adentram no microônibus.
_Certo.
Nove modelos ao todo, mais fotografo e assistentes... deixa ver 17 pessoas
ao todo, ele
tomava
nota numa agenda. Vira-se para o outro assistente de diz:
_Gilbert,
vc toma conta desse ônibus vou ver o outro. Comportem-se.
Uma
hora depois eles chegam a primeira locação, um imenso parque.
Enquanto descarregavam o
equipamento
modelos se maquiavam e vestiam as primeiras roupas para as fotos. Seria
uma tarde
inteira
de fotos, se a luz ajudasse era o que o fotografo mais dizia.
Ao
fim da tarde estavam exaustos e famintos.
_Pronto!
É a ultima da tarde prometo gente! Vamos ver Akiko mais perto da
Sakura por favor! Isso
sorrindo!
Só mais duas para garantir!
_Ok!
Liberou geral! Estava lindo, gente!
Ao
ouvirem tais palavras as modelos saíram correndo em direção
aos trailers ali perto para
trocarem
de roupa enquanto todo o circo era desmontado.
_Como
foi? Perguntava Akanne a Toshyo
_Mais
tarde vc vê as fotos. Mas posso adiantar que essa campanha vai ser
espetacular.
_Tomara.
Agora vamos para o hotel, amanhã cedo recomeça de novo. Sim
fotografaremos perto do
Buda
de pedra.
_Isso
mais uma viagem!
Em
três dias eles trabalharam feito loucos. Sakura e os outros mal tinham
tempo de respirar. Mas
a
grande vantagem das horas dentro do ônibus foi o fato de poderem
fazer amizade com os
modelos
chineses (Meilin Li, Syoran Li, primos e Hiroshi ZHANG) todos em
inicio de carreira e
comentando
a sorte de fazerem aquele catálogo.
No
quarto dia eles saíram para ver uma apresentação musical
na praça da paz celestial. Era uma
ópera
que contava a historia de um menino de cinco anos que derrotara um dragão
e por isso se
tornara
rei. Quando voltavam para o hotel Sakura e Yue iam abraçados
conversando.
_amanhã
terminam as fotos, que bom, só falta agora a grande muralha.
_sim,
estou cansada. Espero poder ver papai, ele prometeu que viria a noite.
Sakura sorri.
_Ah!
Chegamos. Eles pararam em frente ao quarto de Sakura.
_bem
que esse corredor podia ser um pouquinho mais longo, ela disse de cabeça
baixa.
_O
que é isso? Ele ergue o queixo da jovem e se aproxima mais. Os dois
se abraçam e o beijo
acontece.
Ele segura a cabeça dela aprofundando mais o beijo que termina por
absoluta falta de ar.
Eles
se olham e sorriem, ela se ergue na ponta dos pés e fala alguma
coisa ao ouvido do rapaz.
Sakura
se vira e abre a porta do quarto, Yue apenas observa.
_Tem
certeza?
_Aham!
Tenho!
A
porta se fecha em seguida.
Na
noite seguinte Sakura finalmente encontrara o pai, ele viera das escavações
no perímetro da
grande
represa do rio amarelo (como era local de sítios históricos
importantes e a represa era
absolutamente
essencial para a economia chinesa, havia um grande batalhão de arqueólogos
no
local
e Fujikata Kinomoto era um deles). Eles saíram para jantar e conversar.
_Então
vc vai embora amanhã?
_Sim
papai. É uma pena que eu não possa ficar mais tempo, aliás
eu adoraria ver o seu trabalho,
vc
tem achado muita coisa interessante por lá. E quando vc volta para
casa?
_Ora
sakura, não sabia que vc se interessava por arqueologia! Ele dizia
sorrindo. E quanto a voltar
a
Tomoeda, vai demorar mais um pouquinho.
_Bom,
é seu trabalho não é? Isso é suficiente para
que eu me interesse.. ela foi interrompida pelo
garçom
que solicito trazia a sobremesa, um mini-bolo de morangos decorado com
uma árvore de
sakura.
Os olhos da jovem brilhavam.
_Ah
papai, que coisa mais linda.
_É
sim filha.
_Vc
dorme comigo no hotel hoje não é?
_Tudo
bem assim eu me despeço de vc pela manhã. Eles conversam
mais um pouco e voltam a
pé
para o hotel apreciando a paisagem de Pequim.
No
hotel...
Yue
e os outros aproveitavam a noite conversando, aliás Yue mais ouvia
do que falava. Era visível
seu
aborrecimento.
_Mas
o que ele tem? Perguntou a jovem chinesa para Akiko Watanabe.
_É
que a namorada dele saiu para encontrar o pai e ele ficou sozinho.
_Hiroume
e Kinomoto são namorados? Desde quando? Perguntava Meiling Li, eles
são beeemmm
discretos.
_Mais
ou menos uns quinze dias, aliás todos nós na agencia apostávamos
para ver quando eles se
declaravam
e finalmente aconteceu. Elas estavam sentadas junto a uma mesa redonda
de
mármore,
a entrada da sala era decorada por um par de cachorros chineses.
_Alguém
quer jogar Mahjonng? Ouvia-se a voz de Syaoran.
_E
vc e ele? Devolveu Keiko irmã gêmea de Akiko Watanabe,
para Meilin Li.
_Nós
somos primos, eu o adoro, mas ele... a jovem baixou a cabeça e falou
mais baixinho, nem
liga
para mim.
_Aproveita
agora e tenta chegar mais pertinho dele, vai jogar Mahjonng derrote-o e
dê-lhe
um
premio de consolo.
_É
não custa tentar, e ela saiu em direção ao rapaz
de olhos castanhos.
Cap.
3. FUTURO
No
percurso até o aeroporto Sakura ia quieta no fundo do microônibus
lendo. Até que não agüentando mais Keiko vai até
a jovem e pergunta.
_Mas
que livro é esse Kinomoto?
Ela
ergue o livro onde se pode ler.
Historia
japonesa. A era Meiji.
_Sim,
mas por que? Ou vc não pode me dizer?
_Sabe
o que é eu resolvi finalmente fazer o vestibular, até já
falei com Akanne para nos dias de
prova
estar livre para não ter nenhum problema,o difícil vai ser
conciliar a faculdade com o trabalho.
_Tem
razão, foi por isso que tranquei a minha, não tenho duvidas,
mas logo volto para a faculdade.
Bom
agora eu vou deixar vc estudar. Bom assim que conseguir passar por
Yue.
O
rapaz percebera a intenção da namorada e praticamente sentara-se
entre as duas cadeiras do
lado
do corredor bloqueando a passagem, fora um custo para Keiko chegar até
Sakura. E ela
podia
ver a cara amarrada dele pelo fato de estar perturbando Sakura.
Ela
passou e disse:
_Não
vou mais perturba-la.
Dezembro
chegara e com ele os dias de prova de Sakura; ela estava agitada, nervosa,
para ser
mais
exata, afinal todo os seus amigos e conhecidos já estavam fazendo
a faculdade e ela adiara
esse
projeto por conta de seu trabalho como modelo e sabia que isso causara
desgosto a seu pai.
Era
o "inferno" como era chamado carinhosamente o vestibular japonês,
além das provas normais(
matemática,
química, física, etc.) ainda havia uma prova de contabilidade
básica e fundamentos de
informática,
mas ela se sentia preparada aproveitara cada minuto de folga que tivera
para estudar e
sabia
o quanto todos tinham sido compreensivos consigo; agora encarando a prova
em branco na
sua
frente ela sabia que era o momento de mostrar o quanto sabia.
Horas
depois.
_Então
"pequena" Sakura como foi tudo? Perguntava um sorridente Fujikata ao ver
a filha deixar o
campus
da universidade.
_Desgastante!
Ela desabou literalmente no banco do carro. Ela continuou. Contudo
tenho certeza
de
que fui bem papai.
_Bom
então vamos comemorar, deixei todos seus amigos te esperando em
casa.
_Que
bom papai.
Em
uma semana Sakura viajou para a Itália deixando um Yue muito gripado
no Japão. Era a
primeira
vez que não trabalhariam juntos desde que se conheceram, mas Dolce
e Gabana
precisavam
de modelos femininos e ela foi.
A
cidade de Roma era enorme, tinha de admitir e agora consultando o mapa
sentia-se perdida.
Bom
tenho de arriscar! Ela pensou.
_Scusa...
parli giapannese? [desculpe, fala japonês?]
_No
signorina. [não senhorita]
_Senta,
conosci piazza navona? Io devo andare al hotel Massimo pero non so come
faccio
[escuta,
vc conhece a praça navona. Eu preciso chegar ao hotel Massimo lá
mas não sei como.]
_
senti deve andare sempre dritto fino al primo incrocio gira a sinistra
e segue dritto al finalle de ter
quadri
c'e la piazza. [escuta ande sempre em frente até o primeiro cruzamento,
vire a esquerda e
segue
novamente em frente por três ruas e chegará a praça.]
_Gracie
signore.[obrigado senhor]
_Prego.[de
nada]
Bom
o intensivo de italiano servira para alguma coisa. Ela andava apressada
tentando não se
esquecer
das orientações do carabinieri (policial) e ploft! Esbarrou
em alguém, o mapa foi ao chão.
_Gomen
nassai! "ah! Meu Deus, lá vou eu de novo, acorda sakura, você
está na Itália" Scusi.
_Tudo
bem kinomoto! Você não se machucou.
Ela
apanhou o mapa e olhou para cima, tentando ver quem a chamara pelo nome
e reconheceu o
casal
de modelos chineses com quem trabalhara meses antes.
_Ah!
Li, meilin. Li, syoran. Que bom revê-los. Mas o que fazem aqui.
Eles
começaram a conversar na rua mesmo. Estavam a trabalho também,
estava havendo um
"boom"
de modelos orientais e eles estavam aproveitando o fato. Depois de alguns
minutos eles se
despedem
não sem antes marcar um encontro na Osteria dell ângelo para
o dia seguinte ao desfile
de
Sakura.
A Osteria
dell Ângelo (restaurante típico italiano) era por demais agradável,
contudo Sakura não
sentia
a nova "amiga" feliz. Mas como poderia ajuda-la, em 48 horas voltaria ao
Japão, ela
aproveitou
a saída de Syoran para conversar com Meiling.
_Gomen
nassai, Meilin. Mas posso saber pq vc está tão triste?
_É
tão visível assim. A jovem baixou os olhos
Sakura
assentiu com a cabeça e nos minutos seguintes apenas ouviu. Ao fim
da conversa
trocaram
os telefones.
Sakura
atendeu a porta e o um dos mensageiros do hotel entrou, ela indicou as
malas. ela olhava
para
o arranjo de orquídeas sobre a mesa do quarto do hotel e para
a poesia em suas mãos, não
havia
nem sinal de quem mandara tal presente. Ela não estava gostando
disso ainda bem que o
Yue
não sabia disso, ciumento como era, aquele controle todo era apenas
aparência, ela sabia
como
ele era na realidade. Ela releu a poesia. Bateram a porta do quarto. Era
o camareiro do hotel.
-Por
favor! O camareiro parou. Há um lugar onde eu possa deixar isso
(e apontou as flores) vou
enfrentar
muitas horas de vôo e ele não sobreviveria.
_Sim
senhorita. O rapaz saiu levando o arranjo. Sakura suspirou, colocou
o sobretudo preto
(estava
fazendo frio), as luvas, passou a mão pelos cabelos, pôs os
óculos escuros e saiu de volta
ao
Japão.
_Ah!
Que bom que vc veio Tomoyo.
_Sakura.
Eu prometi, não prometi.
As
duas se abraçaram efusivamente e se dirigiram para a saída.
_Tomoyo
vc está com presa?
_Não!
Mas o que vc tem? Vc parecia tão triste ao telefone. Vem vamos nos
sentar. E viraram em
direção
a um dos cafés no saguão do aeroporto.
Elas
pediram dois cafés expresso e Sakura mostrou a Tomoyo um papel que
retirara de dentro da
bolsa.
_Mas...
é lindo! Vc sabe quem mandou?
_Não!
Como posso saber, eu trabalho com muita gente, vc sabe disso. Mas isso
me perturba,
desde
que conheci Yue não olhei para mais ninguém e agora isso.
_Sim.
Vc vai contar a ele? Os olhos de Tomoyo demonstrava preocupação.
_Não!
Eu me decidi, vou morar com Yue e não quero nada que possa me atrapalhar.
então ela
intempestivamente
rasga o papel.
_Sakura!
Espero que isso seja o certo.
_EU
AMO YUE SERÁ QUE É DIFÍCIL ENTENDER.
_Não!
Vamos levo vc para casa.
Dentro
de dois meses Sakura e Yue montaram o novo apartamento e começaram
os preparativos
para
o casamento. Ele revertera à proposta de morarem juntos num pedido
de casamento e ela
aceitara
prontamente.
O templo
estava lotado. Amigos, parentes, todos querendo testemunhar a felicidade
dos dois
jovens
ali presentes até que finalmente se pode ouvir os votos.
Sakura:
"Dentre todos eu te escolhi, no meio de todos os guerreiros vc se
destacou. conquistou
meu
coração, minha alma e agora eu me entrego a ti para
todo o sempre".
Yue:
"Dentre todas as mulheres vc me conquistou, seus olhos tem a promessa da
felicidade, da
paz
que tanto preciso, só vc me completa, me anima e nesse momento
te entrego minha alma,
meu
coração....
"...e
te prometo que ficaremos juntos para sempre".
A
ultima parte fora dita por ambos e selado por um beijo apaixonado sob aplausos
de todos os que
lá
estavam. Quem por acaso olhasse para um canto ao extremo do Templo poderia
ver lágrimas
caindo
dos olhos de um rapaz de cabelos castanhos e olhos sérios.
"Cheguei
muito tarde... a sua vida... não tive nem chance de entrar nela
direito... mas mesmo
assim...
seja feliz'.
FIM
contatos
com a autora pelo e-mail:
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